domingo, 30 de maio de 2021

Semeando, mas respeitando as estações

 




Desde muito nova, antes mesmo de ser mãe, idealizei um projeto de vida: viver no interior, perto de tudo que meus pais plantaram com suas próprias mãos. Com esse intuito, escolhi a minha profissão de Turismóloga e “embarquei” nesse projeto. Foram anos repletos de experiências incríveis, viagens e muitas aventuras e novas descobertas. Muitas oportunidades se abriram, ampliando horizontes e sonhos.

Um pouco antes de me formar, eu constitui uma família e, como tantas mães jovens, nem preciso explicar por que os planos precisaram esperar. A partir daí, surgiram inúmeros desafios: conciliar estudos, estágio, cuidar de minha filha e do nosso novo lar. Tudo era muito novo e para essa empreitada não houve tempo para treino, rascunho. Tudo foi feito de primeira mão, na base da tentativa e erro. Não havia a opção desistir. Era preciso enfrentar cada obstáculo e, talvez, um dos mais difíceis, foi continuar na área com uma rotina extenuante, sem férias, com uma filha pequena e sem estabilidade financeira.

Iniciar uma vida em família antes de ter uma formação profissional não foi uma escolha planejada e me impôs um amadurecimento precoce e uma acelerada no ritmo de vida. Foi uma árdua caminhada, com experiências profissionais que por pouco não me desviaram do objetivo traçado. E foi diante deste cenário que surgiu uma oportunidade de trabalhar na área de Educação. Aceitá-la, naquele primeiro momento, significava “ganhar” os fins de semana com minha família, conciliar minhas férias com as férias escolares de minha filha, uma proposta tentadora.

E assim, dei meus primeiros passos na área educacional, antes de finalizar meu curso. O que parecia uma escolha temporária, foi ganhando corpo e, ao conquistar a tão almejada formatura, o que parecia um passaporte para o meu projeto de vida, na verdade, me levou a novos compromissos que me conduziram por uma linha paralela ao que havia determinado. Tomei minha primeira grande decisão profissional: mudar de rumo.

A partir daí, o que posso dizer é que eu me encantei pela nova área. Recomecei fazendo uma nova graduação e uma especialização. Era imperativo plantar novas sementes para que uma nova carreira profissional pudesse crescer e frutificar. Foram longas horas dedicadas ao estudo, aulas, estágios, sempre conciliando com o trabalho e as tarefas de casa.

Estava sempre sentindo muita saudade de minha filha. Muitas vezes, ela me acompanhou nas aulas e no trabalho só para ficarmos mais tempo juntas. Com ela, tinha a garantia de momentos memoráveis, repletos de desenhos e recadinhos nos meus novos conjuntos de cadernos universitários.

A cada nova dificuldade eu me agarrava aos pequenos frutos colhidos. Aos poucos, fui saboreando os momentos a mais que ganhei ao lado de minha família, desfrutei também da enorme satisfação de aplicar os novos conhecimentos no trabalho e na incessante tarefa de educar minha filha e fortalecer minha família, e tudo isso foi dando cores novas à minha vida.

Não há nada na minha trajetória que eu não considere necessário para eu ter me tornado quem eu sou hoje. Quando estou atuando na minha vida profissional, percebo o quanto cada experiência vivida me fortaleceu e me impulsionou a chegar onde estou hoje. Longe de ser um “mar de rosas”, minha carreira na área educacional é repleta de sentido, com um repertório que me preenche e me enche de orgulho.

E o projeto de vida? Os planos não mudaram, apenas foram adormecidos. O que mudou mesmo foi o ritmo. Não tenho mais aquela pressa de antes. Vejo a vida mais como uma grande oportunidade de aproveitar a colheita do que de fazer grandes semeaduras. Isso não significa que eu não esteja semeando. A diferença está no que norteia tudo isso. 

Agora, sinto que sou guiada pelas estações, respeitando o tempo de cada plantio, selecionando as melhores sementes, e colhendo as experiências disso. Aprendi que a renovação é diária, privilegiando o presente, com foco no que verdadeiramente faz sentido para mim e, de forma consciente, aproveitando os frutos de tudo. Com boas ações e boas semeaduras, a colheita é constante, como é na natureza da qual somos todos parte.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Flor que desabrocha

Salve 29/09/20!

A mais bela flor do nosso jardim

Hoje completa catorze anos

De voz branda, sorriso discreto

Olhar atento e muito sentimento

Vai desvendando os mistérios da vida

Sem pressa

A sua urgência está em colher a beleza do saber

Tecendo, com disciplina, seu fio da vida

Desabrocha em Flor para mais uma primavera!

Escrever, sempre!

Se escrever é uma forma de você se expressar, necessária para você se comunicar com o mundo, um processo inevitável, escreva! Tornar público já é outra história. Pra mim, tem a ver com não se importar com julgamentos, nem esperar reconhecimento. Escrever, pra mim, é como respirar, inevitável. Tornar público, é desapegar. A gente só entrega ao mundo aquilo que já não nos pertence mais.



Homenagem a Maria Flor



Viva! Nossa Florzinha @mah.flor_ está, oficialmente, de férias! E eu não podia deixar de registrar como foi esse ano. Sabemos que o dia do resultado final é um momento de grande expectativa. Dia do tão esperado boletim escolar. E é por ele que quero começar. Você foi brilhante! O ano de 2020 foi muito diferente de tudo que nós vivenciamos. Nós, sim! Vocês, alunos, e nós, professores e gestores educacionais. Com certeza, o boletim escolar, sozinho, já não traduz todos os meandros do processo avaliativo e, num ano em que o encontro presencial foi suprimido do processo de ensino e aprendizagem, essa lacuna ficou ainda mais exposta. É nessas horas que sinto falta de uma avaliação por escrito de cada professor. Como eu queria que eles pudessem escrever para você como foi o seu desenvolvimento! Mas, eu tenho certeza que ao ser a "primeira" a entrar e a "última" a sair das salas virtuais eles devem ter tido essa oportunidade de lhe dar esses feedbacks. 

Mas, não vamos tirar a legitimidade das notas porque elas também expressam o seu desenvolvimento, claro! Aliado a isso, a sua escola, ao longo desse ano, precisou fazer adaptações ao processo para avaliar as habilidades e competências que o cenário atual de pandemia tornou mais prioritárias. Sabemos que os currículos precisaram ser adaptados, priorizados e muitos registros foram feitos para tornar esse processo possível e condizente ao que estamos vivenciando. Por isso, acredite, o mérito é seu, mas também de seus professores e de toda a equipe pedagógica, de seus pais @claudiacsampaio @mokasampaio, de seus colegas e de todos aqueles que contribuem com a sua formação.



A sua trajetória escolar em 2020 foi um lindo processo de construção, de amadurecimento e de superação. Eu pude vivenciar o seu dia a dia escolar e vi o quanto você se esforçou para dar o seu melhor. Não foi nada fácil! Tudo foi conquistado com esforço e o compromisso era renovado, dia após dia, porque você sabe que é preciso se dedicar para manter acesa a chama da busca pelo saber, pois o conhecimento é uma fonte inesgotável e precisa, dentre outras coisas, de doses de perseverança, de disciplina e de foco. 


Eu desejo que na estrada da sua vida você desenvolva a consciência para relacionar todas essas vivências e saberes e que estimule o senso crítico, a criatividade e a paixão pelo conhecimento para levar sua mensagem para o mundo, praticando os valores que está aprendendo na sua escola @colegioantoniovieira e também fora dela e sendo fonte de inspiração para seus semelhantes. Receba meu abraço e minha homenagem virtuais. Descanse, pule, cante, sorria, dance, brinque, afinal, você está, oficialmente, de férias! Aproveite muito suas merecidas férias. O nosso jardim da vida está em festa!

 

Semeando, mas respeitando as estações

  Desde muito nova, antes mesmo de ser mãe, idealizei um projeto de vida: viver no interior, perto de tudo que meus pais plantaram com suas ...